NOA

Composto por Nuno Costa nas guitarras, Óscar Graça no piano e teclados e André Sousa Machado na bateria e percussão, NoA é um trio à vista desarmada. Soa a sexteto, desdobra-se facilmente numa orquestra. O teclado trabalha às ordens do piano e do inexistente baixista, a bateria acumula funções com a percussão, e a guitarra multiplica- se e viaja por todo o espectro auditivo.

Desde 2012 o grupo tem feito concertos por toda a Península Ibérica, desde clubes a festivais, e vem trabalhando um som muito próprio num estilo especialmente difícil de descrever - nasce no jazz, passeia-se pelo rock, pela pop, pela canção portuguesa, e desagua constantemente em sítios imprevisíveis. O groove é a directriz principal e a forma muito flexível, escapando-se frequentemente a todos os cânones clássicos.

Com uma sonoridade elegante, personalidade musical bem vincada e melodias bem delineadas, este projecto procura assim estabelecer uma estética de fusão entre a contemporaneidade da música cosmopolita e a tradição da música improvisada com origem no jazz.  

Sobre o disco "Evidentualmente"

Miss Q é a peça de abertura. Foi pensada como vários cues musicais e além do contraste da electrónica e do som acústico dos instrumentos, marca também a nossa estreia nas vozes. Valéria é um quase fado que mistura alguma percussão tradicional com uma guitarra eléctrica processada e com uma afinação alternativa, numa alusão ao caos VS tranquilidade. Abertura e O Duende do Velho Oeste funcionam como dois movimentos que pertencem ao mundo do folk e da americana. Sete Anos ao Tabefe Boas Intenções também foram escritos e pensados como dois andamentos que devem ser interpretados juntos. O primeiro é orientado pela improvisação livre e o segundo pela tensão do ostinato. Ao vivo são separados por um interlúdio/cadência de guitarra mas em estúdio optámos por algo diferente. Les Trois é a peça que serve de ponte entre esses dois temas e o conceito passa por tocarmos os três piano em simultâneo, aplicando e explorando as mesmas técnicas que utilizamos no nosso instrumento de origem. Noriati é uma canção simples, com muito espaço. All The Things You Are é um arranjo de um standard com barbas para se adaptar à imagem e à sonoridade deste trio. O disco fecha como abre. Com um take alternativo da intro do Miss Q. Com as novas plataformas ouve-se cada vez mais música avulso mas este alinhamento foi também pensado em termos de encadeamento e para que as composições tracem um fio condutor.   

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